Arquivo - Nov 2000

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Business blog


Inserir texto em imagens ou Flash pode ajudar na otimização de seu site

O título desta postagem parece se posicionar contra tudo o que já escrevi antes neste blog sobre SEO, inclusive em postagens recentes. É preciso entender, no entanto, que as infinitas diferenças em cada caso prático abrem possibilidades de usar a seu favor na otimização de sites até mesmo as limitações dos buscadores.

No caso, um de meus clientes tem um grande site de e-commerce e, por razões diversas, tem a necessidade de incluir um texto-padrão em todas as páginas do site.

Pode haver diversos motivos para que você precise incluir textos-padrão em páginas de produtos, desde exigências legais até questões ligadas ao marketing, como condições de pagamento ou especificações de produto.

Um exemplo muito comum de texto-padrão é aquela declaração de copyright, com nome da empresa, endereço, telefone, CEP, CNPJ e outras informações, que os designers costumam jogar para o rodapé das páginas.

O problema dos textos-padrão é duplo. Primeiro, eles criam um conteúdo textual duplicado em todas as páginas do seu site. Se o texto-padrão contiver grande número de palavras e o seu texto promocional não for tão longo, o Google pode penalizar diversas páginas do seu site como se fossem, basicamente, idênticas em conteúdo.

O segundo problema é que o texto-padrão dificulta imensamente as tarefas de geração de proeminência e densidade de palavras-chaves ao aumentar o número de palavras na página.

Uma solução possível é aumentar o total de número de palavras do texto promocional do produto e, nesse texto, aumentar a freqüência da palavra-chave até atingir a densidade desejada na página. Essa solução, porém, é pouco prática quando se tem um site com centenas ou milhares de produtos, já que o custo de produção de textos otimizados pode crescer até se tornar proibitivo.

Por isso, a solução mais prática, nesse contexto, é tornar o texto-padrão visível para os usuários mas invisível para o Google. Já vimos que as técnicas  destinadas a ocultar textos dos usuários podem sujeitar seu site a penalidades. Mas não há impedimento algum quanto ao uso de técnicas para ocultar conteúdo do Google.

Assim, você pode inserir o texto-padrão em uma imagem ou arquivo de flash, cumprindo assim a exigência de exibi-lo para seus usuários e aproveitando-se da limitação do Google em ler o conteúdo desse tipo de arquivos para tornar “invisível” esse texto e, com isso, facilitar o seu trabalho de otimização de sites.

SEO (otimização de sites) e Sites em Flash

Em menos de uma semana, recebi duas consultas muito parecidas sobre otimização de sites, ambas de desenvolvedores que, segundo suas próprias palavras, “só sabem desenvolver sites em Flash”, não tendo sequer a mínima noção de HTML.

Para começar, acho estranho que um alguém se autodenomine “desenvolvedor” e domine apenas uma tecnologia de desenvolvimento tão limitada quanto o Flash.

A idéia de “fazer sites em Flash” dominou de tal forma o mercado que muitas empresas já abordam o profissional de desenvolvimento perguntando se ele “sabe fazer sites em Flash”, sem ter a mínima idéia sobre qual é o benefício que pretendem extrair dessa tecnologia. A maioria quer apenas um monte de imagens “piscantes” e “coisas se mexendo” na tela do computador.

Embora o Google tenha anunciado que “já sabe rastrear Flash”, o fato é que você ainda não deve apostar seu dinheiro nisso. Pelo que tenho visto, o recurso empregado pelos SEO de empresas que fazem questão de “sites em Flash” é apelar para o texto invisível, o que é condenado pelo próprio Google.

Trata-se de um tiro no pé, pois o ranking que você obtém dessa forma hoje pode desvanecer amanhã sob a forma de uma penalidade. Já abordamos esse assunto várias vezes neste blog.

Enquanto não houver evidências seguras sobre as condições exatas sob as quais o Google indexa (ou deixa de indexar) os textos em Flash, a melhor maneira de aproveitar os recursos do Flash sem prejudicar os seus rankings é usar o Flash como um elemento a mais dentro de sua página.

Veja o caso do YouTube. Você encontra, em cada página, vídeos em Flash, fotos estáticas, textos e links de texto. Nenhum problema de indexação e rankeamento.

Mesmo que você precise, seja por exigência do cliente ou por estratégia de marketing, conceder máximo destaque visual ao elemento Flash dentro de sua página, é absolutamente crítico que você inclua texto otimizado e links de texto HTML em sua página.

Por “texto otimizado”, leia-se “texto legível, agradável de ler, persuasivo, contendo suas palavras-chaves”. Nada de repetições de palavras sem-sentido com letras de apenas 1 pixel.

Espere aí. Você está disposto a fazer um bom investimento em um site em Flash mas não está disposto a investir no trabalho de um bom redator?

Será que seus produtos e sua empresa são tão desinteressantes assim que você não consegue dizer coisa alguma de interessante sobre eles?

Será que seus clientes são todos analfabetos, incapazes de ler algumas linhas de texto sobre um assunto que deveria interessar a eles – os seus produtos?

Não há justificativa para que bons gráficos não sejam acompanhados por bons textos. Aquela história de que “ninguém lê textos longos” é papo-furado de quem não sabe escrever bons textos, que contorce o cérebro para escrever barbaridades como “empresa focada em resultados”.

É papo de quem não gosta de ler e não gosta de quem gosta de ler.

Visite a Wikipedia. Visite blogs. Sites de notícias: UOL, Terra, Globo.com. Até mesmo o YouTube. Todos eles são sites ricos em texto. E estão entre os sites mais acessados mundo.

O próprio Google é um imenso banco de dados de… Texto. Mesmo que você queira pesquisar fotos, vai ter que procurar as palavras associadas à imagem que procura.

Se você vai usar o Flash para substituir a necessidade de ler e escrever, porque “ninguém gosta de ler”, pense de novo. Observe a realidade da web, um interminável oceano de textos com trilhões de palavras.

Não há motivo para fazer malabarismos, criando sites totalmente em Flash e, depois, inventar jeitinhos black-hat para aparecer no Google. Dê ao Google o que ele quer – texto! – pois é o que os internautas – seus clientes! – também querem.

SEO (otimização de sites) e sites em ASP

O Google e demais buscadores são ferramentas de eficiência, temos que admitir, impressionante. Mas têm limitações também aparentemente inacreditáveis. Por exemplo, sites desenvolvidos em ASP e PHP costumam ser muito bem rastreados mas, em certas ocasiões, enfrentam sérios problemas de indexação, dependendo da solução adotada pelo webmaster. Não sei se minha percepção está errada mas, pelas minhas observações, vejo uma maior quantidade de problemas de SEO nos sites desenvolvidos em ASP do que nos desenvolvidos em PHP.

Na última semana, vi idêntico problema ocorrer em dois sites, www.madrugaosuplementos.com.br e www.mmexpositores.com.br. Embora os sites tenham navegação impecável do ponto-de-vista do usuário final, os buscadores simplesmente estavam se recusando a rastreá-los corretamente. A investigação desse problema intrigante motivou uma interessante troca de correspondência com meu amigo Tárcio Zemel, do site “Desenvolvimento para Web“, que reproduzo a seguir:

“Olá, Tárcio!
Atendendo clientes é que a gente aprende de verdade o monte de questões de desenvolvimento que causam problemas de SEO. A gente vê ali, no caso prático, o quanto uma solução cômoda para o desenvolvedor e para o usuário final pode criar dores-de-cabeça quando o objetivo é rankear no Google.
Estive quebrando a cabeça com o caso de dois clientes com sites em ASP, em que os desenvolvedores optaram por não criar páginas de produtos, mas páginas de resultados de pesquisa para as categorias do banco de dados. Veja exemplos (…):
O Google e o Yahoo simplesmente se recusam a indexar todas as partes das URLs de páginas de busca que vêm após o “?”. Para o Google, existe apenas uma página: produtos.asp !
Aí, fica dífícil. Se no caso, a parte após o “?” é um identificador de um registro do banco de dados. Exemplo: http://www.mmexpositores.com.br/detalhe2005pop.asp?cod=202 Nesse caso, a indexação é normal. Mas, se é uma página de consulta ao banco de dados (query) ele ignora.
Gostaria que você comentasse esses casos, me corrigindo se minhas observações estiverem imprecisas ou incorretas. Não entendo grande coisa de ASP e PHP, mas sei que os sites em ASP são uma dor-de-cabeça para o SEO. Ora não exibem direito no Firefox (ou simplesmente não funcionam), ora apresentam essas dificuldades de indexação”.

A pronta resposta do Tárcio foi a seguinte:

“Bem, é isso, mesmo, o que você disse. O Google e demais buscadores têm imensa dificuldade quando o assunto são endereços de página dinâmicas… Não sei bem como é isso, se é realmente algo extraordinariamente difícil de se implementar para uma equipe Google da vida; ou se eles simplesmente quiseram “punir” quem ainda opta por ter endereços assim. O fato é que acontece isso mesmo o que você falou.

Uma boa solução para isso seria “reescrever” as URLs em tempo real; quer dizer, torná-las mais amigáveis aos buscadores. Veja, por exemplo, como são os artigos do WordPress e outros CMS. Apesar de esses sistemas também buscarem informações em bancos de dados, o endereço dos artigos fica muito “amigável” aos buscadores, com todas as palavras-chave, etc.

No caso de um servidor Apache (que roda o PHP), eu saberia te indicar exatamente o que fazer, que seria instalar (se já não estivesse) um módulo que se chama mod_rewrite, que serve justamente para fazer isso. Então um endereço como você me mostrou

http://mmexpositores.com.br/produto.asp?busca=1&dep=Araras%20de%20chão

Poderia ficar assim:

http://mmexpositores.com.br/produto/busca/araras-de-chao.html

Ou alguma outra coisa neste sentido.

Mas, como disse, essa é uma solução para o servidor Apache. Confesso que não entendo nada sobre ASP, e não saberia dizer se ele também roda sob este servidor (se não me falha a memória, acho que o servidor ASP é IIS). Se for o caso, então dê uma olhadinha nesta página com vários exemplos/tutoriais sobre o mod_rewrite. Agora, se não for o caso, infelizmente não saberia como fazer, embora acredite que deva existir algo que faça a mesma coisa no servidor que roda o ASP.

Bem, Alexis, o que está ao meu alcance sobre o que você apresentou é isso. Sobre fazer um artigo a respeito, pode ficar à vontade de colocar em seu blog. Como, na verdade, eu nem ajudei muito, mesmo, nem precisa fazer nenhuma referência, ou algo assim… :-)

Espero ter ajudado e, qualquer coisa, pode enviar mensagem que, se eu souber, terei o maior prazer em responder!”

O lado bom da resposta do Tárcio é que, embora eu não entenda grande coisa de banco-de-dados, a analogia foi perfeita e o webmaster da MM Expositores, Walter Edelstein, implementou a solução rapidamente… Imagine se eu não daria crédito a quem me ajuda a ajudar um cliente!

Também vale reproduzir aqui a conversa que tive por MSN sobre esse mesmo assunto com o desenvolvedor Wellington “Argon” V. Santos, webmaster da Decora Brasil, especializado em ASP. A solução que ele apresentou, é claro, não é a única possível, como ele mesmo fez questão de ressaltar, mas vale publicar aqui, pois pode ajudar outro webmaster em situação semelhante:

“Alexis Kauffmann diz (10:35):
Sabe aquele cliente com páginas em ASP que o Google não indexa?
www.mmexpositores.com.br
Bem, o Google continua não indexando.

Argon diz (10:35):
Sim

Alexis Kauffmann diz (10:36):
Fiz uma consulta a um amigo e ele fez um diagnóstico com base em uma analogia com PHP. Ele é fera em PHP mas não entende de ASP.

Argon diz (10:36):
Mas eles já alteraram. Agora o link manda para a página produtos.asp?variaveis.=$¨%$&%%&..

Alexis Kauffmann diz (10:39):
Sim.

Argon diz (10:39):
Gostaria de reescrever os URLs nele também?

Alexis Kauffmann diz (10:39):
O que eu queria ver contigo é o caminho da solução para URLs amigáveis em ASP.
Em PHP é mod_rewrite, pelo que disse o Tárcio.

Argon diz (10:40):
Então, em Asp, eu faço com Server.Transfer.

Alexis Kauffmann diz (10:40):
Falou Sânscrito.
Argon diz (10:41):
È que não é o único comando que uso.
O que eu fiz na configuração do servidor, eu redireciono a página de erros 404 (file not found) para uma página asp (rewrite.asp). Nessa pagina asp, eu leio o URL que a pessoa tentou acessar.. exemplo: http://dominio.com.br/produtos/35/expositores/araras-de-chao.html

ou seja:

- Pelo /produtos eu sei que ele quer listar uma categoria

- Pelo /35 eu sei o codigo da categoria que ele quer listar.

- E com o server.transfer eu o encaminho(exibo) ele para a pagina categorias.asp?id=35 sem mudar a url.”

Estão aí as dicas. Se você tem um site em ASP ou PHP e está tendo enxaquecas com sua indexação no Google, lembre-se de verificar se o problema está nas suas URLs.

De que adianta aparecer no Google se ninguém consegue navegar no seu site?

Nesta semana, recebi 3 contatos de clientes potenciais solicitando orçamentos para otimização de seus websites. Em todos os casos, o site só funcionava no Internet Explorer. Simplesmente era impossível abrir as páginas desses sites no Firefox, no Safari e até no Opera!

(Se você não conhece o Opera, explico que, entre outros motivos, meu espanto vem do fato de esse navegador consegue abrir praticamente tudo o que roda na web, até o que não deveria funcionar…)

Alguém poderia perguntar: “ora, o Internet não é o navegador mais usado”?

Resposta: sim, é.

“Então, não faz sentido otimizar seu site para o IE e deixar pra lá esses outros navegadores exóticos que quase ninguém usa”?

Resposta: Não, de jeito nenhum!

Estima-se que o Internet Explorer seja usado, nesta data, por 74,80% dos usuários web do mundo. Isso significa dominância, não monopólio. Faça as contas:

100% – 74,80%= 25,2%

Mais do que 1 em cada 4 usuários web NÃO USAM o Internet Explorer!

Isso significa que, caso seu site seja compatível apenas com usuários web que usam o Internet Explorer, você estará alienando 252 em cada 1 mil visitantes do conteúdo de seu site!

São 252 oportunidades de venda que você vai perder.

São 252 clientes que você não vai ganhar.

São 252 leitores que você não vai ter.

A coisa fica mais grave no caso de campanhas de Links Patrocinados. Se você está pagando uma pequena fortuna por clique, será que pode se dar ao luxo de jogar fora 252 cliques em cada 1000, porque essas pessoas acessam seu site mas não conseguem navegar dentro dele?

Se a resposta for positiva, só me resta aconselhá-lo a jogar seu dinheiro fora no meu lixo! Prometo fazer bom uso dele!

SEO (otimização de sites) e os menus de navegação interna em seu site

Talvez a notícia mais importante dos últimos tempos para o mercado de SEO tenha sido o anúncio de que o Google-bot em breve passará a ler (e seguir) os menus criados em formulários javascript.

Muita gente ignora os menus internos como ferramenta de SEO. Ora, a navegação interna de um website é feita através de… Links. É através dos links que os usuários de seu site, os robôs entre eles, localizam as páginas internas.

O problema está em que os robôs são usuários, por assim dizer… Limitados. Eles não “enxergam” uma página web como você e eu, eles apenas lêem o código-fonte. Assim, muitas vezes, os desenvolvedores criam inavertidamente obstáculos intransponíveis para os robôs ao usar imagens, flash e javascript nos links, entre outras tecnologias ininteligíveis para robôs que são desenvolvidos para ler exclusivamente a linguagem HTML

Outro aspecto muito freqüentemente negligenciado é o texto de âncora nos links internos. Mesmo quando os desenolvedores têm o cuidado de criar links de texto em HTML, muitas vezes eles se esquecem de usar textos de âncora significativos para efeito dos buscadores.

Quantas vezes você digitou a palavra “Home” ou “Inicial” em uma busca no Google?

Qual é o conteúdo de sua página inicial? Coloque uma palavra que descreva esse conteúdo em seus links internos!

O mesmo vale para todos os outros links. Sempre use um texto significativo em seus textos de âncora, algo que reflita o conteúdo daquela página.

Se sua página inicial não tem conteúdo relevante ou significativo o suficiente para ser descrito com uma palavra mais interessante do que “Inicial” ou “Home”, mude o conteúdo dessa página!

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