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Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 3 – Sal, Pimenta e outros opcionais
(Leia também os artigos anteriores: Parte 1 – Regras básicas de estilo para começar e Parte 2 – Tamanho, benefícios, estrutura)
Humor, piadas e outras armadilhas
Com tantos comerciais “engraçados” na televisão e com o incrível sucesso de sites e blogs de humor e abobrinhas, você pode estar surpreso que eu chame de “armadilha” o uso de humor e piadas no seu texto.
Mas o fato é que o humor é um campo minado. Se o cliente não rir de sua piada, você acabou de jogar fora uma venda ao desviar a atenção do cliente de seu benefício central!
As pessoas têm senso de humor diferente. O que é engraçado para uma pessoa soa como apenas infame ao ouvido de outra. Algumas pessoas sequer vão entender que você fez uma piada e levarão sua brincadeira inocente ao pé da letra. Dependendo do tipo de piada, algumas pessoas poderão até se sentir ofendidas.
Quando foi a última vez que você comprou um produto de alguém que o ofendeu?
Alguns tipos de humor são mais perigosos do que todos os outros quando sua intenção é vender. A ironia é péssima, o sarcasmo é ainda pior. O deboche é um “não! não!” especialmente quando o alvo do deboche é o cliente.
Quer rir de alguém? Ria de si mesmo!
Aliás, vale uma regra praticamente universal: se você pretende usar humor em seu texto, que seu cliente nunca seja o alvo da piada. Se tiver que fazer piada sobre alguém, que seja sobre você mesmo! Veja o bom exemplo deste comercial de cervejas, em que o humor é construído em torno do produto para reforçar a percepção de qualidade do produto:
Note como a abordagem do humor, no caso, é sempre positiva, “para cima”. Mesmo que você não ache graça ou não entenda a piada, pelo menos não cria antipatia pela marca… E entende direitinho a mensagem.
Quando a piada perde a graça
Um tipo de humor muito empregado e que não recomendo são os trocadilhos e jogos de palavras em geral. O trocadilho é um tipo de humor inferior que, na melhor das hipóteses, será visto como “engraçadinho”.
Evite sempre o humor que envolva grupos étnicos, religiões e minorias em geral. Esses grupos sociais são muito sensíveis, estão cada vez ativos politicamente e se ofendem com muita facilidade, até mesmo quando sua intenção era elogiar.
Vale lembrar que, em seu texto, você estará tratando de um assunto muito sério para o cliente: o dinheiro dele. O que você quer, em última análise, é que o leitor transfira algum dinheiro do bolso dele para o seu. Assim, você nunca perde por dotar seu texto de um tom mais sério.
Se decidir usar o humor, certifique-se por meio de pesquisa de mercado se sua piada atende a todos os requisitos expostos anteriormente e que o retorno em vendas provavelmente será mais compensador com a piada do que sem ela.
Uma inundação de dinheiro, uma avalanche de clientes, um big bang de vendas: quando usar as hype words
Espetacular, sensacional, maravilhoso, inigualável: você sabe o que são “hype words”, esses superlativos tão freqüentes nos textos comerciais. Você deve ou não usar hype words para promover seu produto em seu site?
De uma maneira geral, o tom de seu texto deve ser tão positivo quanto você puder. Se puder trocar um “não” por uma frase afirmativa, deve fazê-lo. Por exemplo, em vez de “não enferruja” escreva “resistência total à corrosão”. Quanto mais palavras positivas você usar, mais positiva será a atitude do leitor frente a seu texto.
Adjetivos sem provas não convencem
Por outro lado, as hype words e os adjetivos em geral costumam pedir comprovação. A menos que você explique imediatamente – o timing nesse contexto é fundamental – qual o motivo que fundamenta o adjetivo ou o superlativo, seu texto pode ter a credibilidade comprometida.
Textos persuasivos totalmente baseados no uso de hype words costumam ser percebidos por muitos leitores, especialmente os com maior grau de instrução e experiência com mensagens publicitárias, como de baixa credibilidade mesmo que apresentem comprovações incontestáveis.
É possível que essa percepção venha de experiências negativas com produtos de baixa qualidade ou decididamente imprestáveis. Além disso, a maioria dos esquemas vigaristas são promovidos com o uso intensivo de hype words.
Assim, quando você deve moderar ou até eliminar o uso de hype words?
- Quando a credibilidade for um fator crítico (seguros, produtos financeiros)
- Quando seu próprio público possuir forte informação sobre o seu mercado e os produtos que você vende (produtos industriais, compradores técnicos)
- Quando a idade e o grau de instrução de seu público for superior à média (o que permite presumir maior experiência com mensagens publicitárias)
Por outro lado, você deve intensificar o uso de hype words nas situações opostas às descritas. No geral, quanto menos informação o cliente dispuser sobre seu produto ou serviço, mais sensível ele será às hype words. Isso é mais verdadeiro quanto mais inovador for o seu produto.
Você quer acreditar?
Um texto completamente baseado em hype words será eficiente apenas nas situações em que seu cliente esteja de antemão particularmente inclinado a acreditar em sua promessa. Se o cliente que você busca quer acreditar que perderá peso sem sentir fome, que ganhará dinheiro sem trabalhar, que entrará em forma sem fazer esforço ou qualquer outra promessa voltada para um desejo intenso ou necessidade desesperadora, você terá mais retorno quanto mais hype words você empregar.
A quem você quer agradar: gregos ou troianos?
Vale lembrar: escreva sempre tendo em mente o cliente que você busca. Não se pode agradar e convencer a todos. Se você procura convencer um tipo de cliente especialmente sensível a hype words, esteja preparado para receber a enxurrada de críticas de leitores que não fazem parte do público desejado. Ignore essas críticas. Você sempre poderá se consolar consultando seus gráficos de vendas e seu extrato bancário.
O poder das boas histórias
O sucesso das novelas, filmes, best-sellers e o apelo universal das mitologias, lendas e contos de fadas são exemplo suficientes da atração humana por histórias bem contadas.
A menos que você seja um completo novato no mercado, você certamente tem histórias interessantes para contar, envolvendo clientes que resolveram seus problemas ao usar os seus produtos.
Conte essas histórias. Mostre, através do exemplo pessoal, como clientes reais resolveram na prática os mesmos problemas do seu leitor.
Mesmo que você seja aquele completo novato no mercado, você também tem boas histórias para contar. Conte suas próprias dificuldades ao enfrentar o problema do seu cliente e conte como você mesmo resolveu essas dificuldades ao começar a usar o produto que você está vendendo.
Você é tão humano quanto seu leitor
As histórias permitem dar um toque pessoal ao texto e dotá-lo de interesse humano. Você deixa de ser um mero vendedor de uma empresa impessoal interessada apenas no dinheiro do cliente para se transformar em um ser humano com problemas como outro qualquer. Um ser humano comum que encontrou uma solução para um problema e deseja compartilhar com você essa solução.
As histórias também possibilitam o uso do humor e outros recursos como o drama e o apelo à fantasia e à imaginação. Sua história deve ser verdadeira sempre que possível, mas você também pode usar uma história fictícia, desde que deixe bem claro de que se trata de uma fábula ou alegoria sobre os benefícios de seu produto.
Um tipo de história extremamente eficiente são as histórias contadas por outras pessoas, os “testemunhos”. Se alguns de seus clientes ou parceiros concordarem que você publique seus nomes, dados da empresa, fotos e até um e-mail para contato ao lado de sua história, seu texto terá um forte ganho em credibilidade.
Imagens, imagens e aquelas mil palavras
Seja qual for o estilo, recurso ou técnica empregados no seu texto, seu objetivo deve ser sempre estimular a imaginação do seu cliente.
O que significa “imaginação”, “imaginar”? Significa que a pessoa produziu uma “imagem” em seu cérebro, que ela viu alguma coisa em sua mente. “Imaginar” é ver, ver com os olhos da mente algo que não necessariamente está diante de seus olhos.
Como não ser um chato
Quando o leitor não consegue visualizar a si mesmo vivenciando a situação descrita em um texto, ele perde o interesse e diz que o texto é “chato”.
Textos “chatos” não vendem porque não estimulam a imaginação. Talvez por isso seja tão difícil ler textos técnicos, científicos e filosóficos: a menos que você esteja pessoalmente interessado no assunto que eles abordam por uma necessidade de trabalho, não consegue visualizar-se resolvendo algum problema com base no que eles descrevem.
Seu texto promocional pode ter muitos defeitos, mas não pode ser chato.
Para eliminar a possibilidade de produzir um texto chato, você deve, em primeiro lugar, usar um vocabulário significativo. Depois de redigir seu texto, procure e elimine todas as palavras desprovidas de um significado concreto que puder.
Uma grande praga da língua portuguesa são os conectivos obrigatórios desprovidos de significado próprio: que, para, por, o, isso, de, etcétera. Reduza seu uso ao mínimo indispensável para que seu texto faça sentido.
Uma seqüência de três ou mais palavras sem um sentido próprio representam uma interrupção no fluxo de pensamento e um corte violento na imaginação do leitor. Evite essas seqüências de palavras sem sentido ao redigir e corte-as sem piedade durante a revisão.
Dirija a imaginação do seu leitor
Mas você não pode confiar na capacidade de imaginação de todos os seus leitores. Você precisa que todos eles vejam exatamente o que você quer que eles enxerguem.
É nesse momento que você precisa articular o seu texto com fotos, ilustrações, gráficos, vídeos e animações. Ao incluir uma ilustração em seu texto, você poupa o seu leitor do esforço de “imaginar” o que você quer e passa a “imaginar” por ele.
Em uma frase: incluir uma imagem em seu texto dá a você a oportunidade de assumir o controle da imaginação de seu leitor.
O poder da demonstração
O uso mais eficiente possível da imagem e do vídeo é a demonstração prática. Você pode falar sobre os benefícios de um produto até a garganta secar, mas nada é mais convincente para um cliente relutante do que uma demonstração prática do produto em ação.
Use seqüências de fotos explicativas, apresente um vídeo mostrando como o produto é utlizado. Use fotos e gráficos para responder às dúvidas mais freqüentes. Mostre tudo o que acontece de bom quando o cliente usa o seu produto.
Quem sabe vender, sabe o poder da demonstração para fechar uma venda. e é nesse ponto que as fotos e vídeos são recursos insuperáveis no marketing de seu site.
Uma imagem vale uma explicação com mil palavras
Por outro lado, uma imagem sempre vale “mesmo” por mil palavras?
Melhor não confiar nisso. Muitas pessoas vão olhar um gráfico e não serão capazes de entender o que eles dizem a menos que você explique para elas exatamente o que você quer que elas enxerguem ali!
Portanto, não inclua fotos ou ilustrações sem um título ou uma legenda. E sempre inclua no seu texto uma referência à foto, explicando o que espera que o leitor veja ali.
As únicas exceções a essa regra poderiam ser as fotos evidentemente posadas, produzidas, do tipo “estilo de vida”, em que se mostram pessoas desfrutando da tranqüilidade advindas dos benefícios do produto. Ainda assim, se você incluir uma legenda como “quem usa o produto X desfruta melhor os bons momentos da vida”, você terá ainda mais chances de que seus leitores entendam porque aquela foto está ali.
O que vem depois?
Com os recursos que abordamos até agora, você já está em condições de produzir excelentes textos convincentes e vendedores para seu site comercial. Faltam ainda alguns detalhes: redação de títulos, subtítulos, slogans, legendas, rodapés e, claro, para não fugirmos ao SEO, as benditas meta-tags. Esses assuntos serão abordados no próximo artigo, até lá!
Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 2 – Tamanho, benefícios, estrutura
(Leia os outros artigos da série: Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 1 – Regras básicas de estilo para começar e Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 3 – Sal, Pimenta e outros opcionais)
Texto curto? Texto longo? Afinal, qual é o tamanho ideal de
um texto para web?
Poucos mitos são tão antigos e resistentes quanto a
história de que “ninguém lê textos longos”.
Não vou chover no molhado demonstrando mais uma vez que essa
história é um mito que todos os testes práticos
desmentem.
Tenha em mente que os textos do seu site devem conter toda a
informação necessária, mas somente a
informação necessária para levar o cliente a fazer
o que queremos que ele faça.
Escrever demais é como falar demais: uma tentação
que todo vendedor deveria evitar. De fato, você deve silenciar no
momento exato em que perceber que o cliente fez o “clique”.
Vendedores experientes sabem que esse é o momento certo para pedir a participação do cliente, incentivando-o a agir.
Por outro lado, escrever de menos é pedir para não
vender. Se você escreve duas ou três linhas e encerra a
conversa, você está agindo como um vendedor tímido,
inexperiente ou preguiçoso, que não conhece o produto nem
está com muita vontade de vendê-lo.
No texto do seu site, a hora certa de parar de escrever é aquela em que todos os benefícios já foram apresentados e você já pode convocar o cliente a entrar em ação: clique aqui, faça seu pedido agora, ligue
já, entre em contato, fale conosco, solicite um orçamento.
Benefícios, benefícios e mais benefícios
O foco do seu texto é o que seu produto vai fazer por mim.
Basicamente, você precisa explicar para mim porque eu
deveria dar o meu dinheiro para você em troca do seu
produto.
Veja que a atenção do leitor é inteiramente voltada para ele mesmo, não para você ou para suas necessidades.
Não confunda características com benefícios
Há uma diferença fundamental entre as características ou especificações de um produto e os benefícios desse produto.
“Característica” ou “especificação”é um dado bruto, uma informação sem sal nem tempero. “Benefício” é uma descrição exata, na linguagem do comprador, sobre o que ele vai ganhar ao comprar um produto com uma determinada característica ou especificação.
Vale repetir:
comprar um produto com essas características.
Certifique-se de deixar bem claro o que as especificações
de seu produto vão fazer pelo seu cliente.
Veja um exemplo:
“Este produto recebe pintura eletrostática, o que o torna mais resistente à corrosão e aumenta sua durabilidade.”
No exemplo, “pintura eletrostática” é uma característica. Já “resistência à corrosão” e “maior durabilidade” são benefícios.
Se você tiver dúvida se está apresentando um benefício ou uma especificação, imagine o cliente explicando as razões de sua compra para outra pessoa completamente leiga. Será que ele diria “eu comprei esse produto por que recebe pintura eletrostática” ou “eu comprei esse
produto porque ele não enferruja”?
Não venda produtos, venda benefícios
Um texto persuasivo focaliza os benefícios do produto e está repleto deles. Quanto mais benefícios você apresentar de forma convincente no seu texto, mais pessoas estarão dispostas a comprar de você.
Note bem: se as pessoas não comprarem seu produto por causa um benefício, deverão comprá-lo por causa de outro ou, em última instância, por causa do conjunto de benefícios oferecidos.
O poder das listas de benefícios
A primeira coisa que você deve escrever é uma lista dos benefícios de seu produto. Não se preocupe ainda com frases e parágrafos: acione o recurso de lista numerada em seu editor de texto e escreva TODAS as
características de seu produto. Em seguida, explique TODAS as
vantagens que resultam de CADA UMA dessas características.
Observando bons sites comerciais na web, você vai notar que
muitos redatores sequer se dão ao trabalho de escrever
parágrafos tradicionais. Nas mãos de bons redatores, uma
simples lista articulando “características versus
benefícios” pode ser mais do que suficiente para alavancar suas
vendas online.
Impondo ordem ao caos: uma hierarquia de benefícios
De posse de sua lista de benefícios, o processo de redigir fica
extremamente facilitado. Você pode se preocupar agora em como vai
apresentar esses benefícios em seu texto.
Todo vendedor competente sabe que há sempre um benefício
central que é decisivo para fechar a maior parte das vendas.
Embora clientes diferentes comprem produtos iguais por motivos
diferentes, se você procurar com atenção na sua
lista, você descobrirá um argumento mais forte do que
todos os demais para a maioria de seus clientes.
Assim, reescreva sua lista por ordem de importância, colocando o
benefício central no topo da lista.
A chave para 90% do marketing
Esse benefício central deve ser apresentado no título. Podemos dizer com absoluta segurança que o título é 90% do marketing. É o título que vai levar o cliente a se interessar pelo seu texto ou a abandoná-lo antes de sequer começar a leitura.
Como o interesse do leitor é inteiramente voltado para os
próprios problemas, diga a ele no título exatamente o que
de mais importante ele tem possibilidade de ganhar caso se dê ao
trabalho de começar a ler o seu texto.
Esse benefício central deve ser explicado, ilustrado, enfatizado
e repetido de mil formas diferentes ao longo de todo o texto e
relembrado com destaque especial no último parágrafo.
O benefício central é a sua promessa, é dele que o cliente deve se lembrar todas as vezes que se deparar com o nome de sua empresa ou de seu produto.
O poder da repetição
Vale repetir: o benefício central deve ser repetido ao longo de todo o texto.
Repetição vende. Assista a qualquer programa de vendas pela TV (os tais “infomerciais”) caso tenha alguma dúvida.
Para que a repetição não fique monótona, você precisa de criatividade para inserir o benefício central nos mais variados contextos e sob formas diferentes.
É nesse ponto que sua lista de benefícios ganha a máxima utilidade, pois ela permite que você trate de diversos assuntos em seu texto enquanto cria oportunidades de repetir várias vezes o benefício central.
Estruturando os benefícios em um texto
Finalmente, é preciso estruturar o seu texto em parágrafos. As soluções possíveis são muitas, o que se segue é apenas uma sugestão.
Título principal – Inclua aqui seu benefício central
Primeiro parágrafo – Apresente em linhas gerais o que o cliente vai ganhar ao comprar seu produto, focalizando sempre o benefício central.
Outros parágrafos – Apresente os demais benefícios, sempre procurando oportunidades para articulá-los com o benefício central (Repita o benefício central sempre que puder!). Use subtitulos para enfatizar cada novo benefício apresentado.
Último parágrafo – Relembre o benefício central e chame o leitor à ação. Você escreveu o texto porque quer que o cliente faça alguma coisa!
E tem mais…
Você já tem uma estrutura básica para guiar o seu trabalho de redação de textos persuasivos e, só de aprender a usar esse simples “esqueleto” de criação de textos, certamente já será capaz de redigir muito melhor
do 99% dos sites que você encontra na web.
Mas, claro, esse esqueleto ainda é excessivamente simples. Falta
o “molho”, o “recheio persuasivo” para dotá-lo de sabor, graça e máxima eficiência. Em um próximo artigo trataremos exatamente de técnicas e truques para fazer de seu texto algo mais do que um simples rol de benefícios.
Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 1 – Regras básicas de estilo para começar
(Outros artigos da série: Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 2 – Tamanho, benefícios, estrutura e Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 3 – Sal, Pimenta e outros opcionais)
O segredo da otimização de sites é o texto
Não há dúvida de que, se SEO tem algum segredo, esse segredo é o texto. O Google lê palavras no código-fonte de seu site, as pessoas digitam palavras em suas pesquisas Google e os resultados dessas pesquisas contêm, apenas e simplesmente, palavras.
Diante desse fato óbvio ululante, chega a ser espantoso o número de websites que pretendem vender alguma coisa usando a menor quantidade possível de palavras em seu conteúdo… E, mais ainda, alimentando a pretensão de “rankear” no Google!
Você vende usando palavras
Nossos testes mostram que um site com grande número de palavras em suas páginas não precisa sequer de meta-tags, urls ou títulos otimizados para obter rankings em enorme número de buscas. Essas técnicas são refinamentos posteriores à adição de textos em suas páginas e não deveriam constituir o centro da atividade de SEO. O texto é a chave, não só de seus rankings, mas principalmente de suas vendas.
Se isso parece estranho, pense melhor. O que você faz quando você vai vender o seu produto a um cliente? Você usa palavras, certo? Vendedores são conhecidos por falar sem parar e, por mais que as pessoas digam que eles são “chatos”, o fato é que os vendedores mais bem sucedidos são justamente os mais falantes.
A web é para quem sabe e gosta de ler
É certo que a web é uma mídia primordialmente de leitura, então, você precisa “falar” usando texto, embora o vídeo e o áudio possam ajudar. Mesmo as pessoas que só interessam por sites de vídeos ou games só são capazes de encontrar os vídeos que procuram porque são capazes e estão dispostas a ler.
Quem não sabe ler, não sabe usar computador e não tem a menor esperança de usar a web. Por outro lado, pense nas pessoas que não gostam de ler e só usam a web para entrar em sites de vídeos e games: elas realmente são seus clientes potenciais? Aliás, quantas dessas pessoas efetivamente compram alguma coisa – qualquer coisa – na web? Será que vale a pena planejar seu site comercial somente para visitantes que nunca compram nada?
Não lute contra a maré: navegue com ela!
Esses argumentos já foram apresentados neste blog várias vezes. Se não forem suficientes para convencê-lo de que seu site precisa de textos, boa sorte, pode abandonar a leitura e procurar outro site.
Mas se você não é do tipo que gosta de entrar em debate contra o óbvio – em vez disso, se você é do tipo que procura aceitar a realidade como ela é e gosta de aproveitar as oportunidades que a realidade apresenta, você certamente vai aproveitar as técnicas de redação que vou apresentar neste e nos próximos artigos para incrementar seu site, conquistar os rankings que deseja no Google e, claro, vender mais.
Antes que alguém venha me chamar de guru
Desnecessário dizer que minha intenção neste artigo não é redigir “a Bíblia” da redação persuasiva, estabelecendo um conjunto de regras imutáveis ou esgotando o tema. Vou me ater a um conjunto de técnicas consagradas, testadas e aprovadas na prática, ao estilo “siga por aqui que você não tem como errar”.
É possível obter sucesso usando outras técnicas? Sim. É possível violar todas as técnicas e ainda assim obter sucesso? Sim. Mas se você seguir todas as técnicas recomendadas é garantido que você vai obter resultados melhores do que os que vem obtendo com o pouco ou nenhum texto de seu site atual? Definitivamente, sim!
Então, vamos lá!
Converse com seu cliente
Um bom texto persuasivo é, antes de tudo, uma conversa com seu cliente. Assim, o seu texto não deve ser parecido demais com uma obra literária, mas reproduzir a naturalidade de uma conversa face-a-face.
Tente visualizar o cliente em pé à sua frente. Talvez ajude pensar nos clientes reais com quem você conversa pessoalmente ou pelo telefone e tente reproduzir o tom que você usa durante essas conversas.
É claro que um texto persuasivo não é uma conversa real: você não será ouvido, mas lido. Assim, o bom senso manda não abusar de técnicas que normalmente usamos em conversas pessoais, como piadas, gírias, jogos de palavras, trocadilhos, palavrões.
Na verdade, o que você realmente precisa fazer é “afrouxar a gravata” do seu texto – pode deixar em casa o “prezado senhor” e o “vossa senhoria”. Mas não vista o seu texto com uma camiseta furada e chinelos velhos.
Seja obsessivo com a gramática
Entre a oralidade e a gramática, prefira as duas. Em raras ocasiões, você deverá ignorar a gramática para preservar o tom oral de seu texto. Esses casos normalmente acontecem quando a forma gramatical não é a mais usada na linguagem corrente, como acontece com as benditas mesóclises (Exemplo: “Este produto, descrevê-lo-ei em poucas palavras…”).
No geral, porém, os erros de gramática, especialmente os erros de ortografia, servem apenas para desviar a atenção do seu leitor. Quando você está falando com um cliente, a última coisa que você quer é que ele desvie a atenção do que você está dizendo!
Portanto, revise seu texto e revise novamente antes de pedir a pelo menos mais duas pessoas que o revisem para você!
Quando em dúvida, simplifique
Frases longas são mais difíceis de compreender do que frases mais curtas. Palavras curtas são mais facilmente compreendidas do que palavras compridas. Use palavras simples, que você tenha certeza que seu leitor conhece.
Lembre-se: seu cliente não tem a obrigação de saber qual a gíria que você usa na sua empresa para se referir aos problemas dele. Escreva usando frases e parágrafos curtos. Se for absolutamente necessário usar palavras complicadas para explicar seu produto – na maior parte das vezes, não é! – defina essas palavras em seu texto, acrescente notas e links para um glossário, faça de tudo para tornar seu texto compreensível por qualquer pessoa com razoável grau de instrução mas que não seja especialista no seu mercado.
Explique-se!
Seja didático! O texto é o melhor lugar para explicar os motivos por trás de tudo que você quer que o cliente faça. Explique porque ele precisa de seu produto, porque seu produto é melhor do que o do concorrente, porque seu preço é incomparável, porque ele precisa comprar de você agora e não deixar para depois.
Explique tudo de várias formas diferentes: use números e gráficos, use imagens e fotos, faça comparações, demonstre como aquele detalhe aparentemente insignificante faz toda a diferença.
Assegure-se de que o próprio cliente seja capaz de explicar para os colegas, amigos, vizinhos e para o chefe dele porque comprou o produto de você!
Fuja da ambigüidade. Não deixe margem para que o cliente entenda errado o que você quis que ele entendesse. Portanto, não tenha medo de explicar e explicar novamente: explique-se!
Ainda não acabou!
Essas são as regras básicas para começar. Agora, você pode pegar esse conjunto de regrinhas e começar a se divertir, visitando sites – a começar pelo seu próprio! – e vendo quantos, efetivamente, seguem essas regras básicas de bom senso já no próprio estilo dos textos. O que você mais vê por aí são textos curtos demais, enrolados, repletos de erros de gramática, que não dialogam com o cliente nem com ninguém. Comece a reescrever alguns desses textos com base nos conceitos que você aprendeu aqui e aguarde o próximo artigo, em que abordaremos com mais detalhes as técnicas de redação persuasiva para web.
Como promover seu site publicando comentários em blogs de outras pessoas
Desde que mudei o blog para este endereço, este site tem recebido grande número de comentários por dia. Quero começar agradecendo a todos os que se dispuseram a compartilhar seus pensamentos aqui nesta publicação e, também, pedir desculpas pela demora para publicar alguns desses comentários. A administração deste blog não é atividade de tempo integral. Por esse motivo, não é raro ver alertas de comentários por vários dias em meu e-mail antes que possa examiná-los atentamente para decidir quais serão publicados.
É verdade, nem todos os comentários serão publicados. Recebo um grande número de spams postados por bots, grande parte deles sem sentido. Além disso, sigo alguns critérios de publicação de comentários, sendo que os mais importantes estão publicamente disponíveis a partir desta data. Vale reproduzi-los aqui:
“IMPORTANTE: Todos os comentários são pré-moderados pelo editor. Comentários contendo ofensas, palavrões, xingamentos ou considerados inadequados ao conteúdo do blog não serão publicados“.
Quanto aos palavrões, xingamentos e ofensas não há mistério. A seção de comentários deste blog (e da maioria dos blogs também) não é uma arquibancada de estádio de futebol nem um botequim e, portanto, comentários que reproduzam o tipo de comportamento aceitável nesses lugares não são bem-vindos aqui.
Mas vale esclarecer um pouco mais detalhadamente o que são os tais comentários “considerados inadequados ao conteúdo deste blog”. Nesse balaio há de tudo um pouco e procuro usar o bom-senso na decisão sobre o que será publicado. Vejamos alguns casos:
1 – Comentários off-topic, isto é, sobre assuntos não-relacionados ao assunto da postagem, normalmente não são aceitos, a menos que eu julgue que possa ser interessante para meus leitores.
2 – Mensagens puramente promocionais, seja de outros sites, blogs, serviços ou produtos normalmente são deletadas sem pensar duas vezes.
3 – SPAM mal-disfarçado, ao estilo “excelente blog, visite o meu”.
4 – Mensagens com excesso de links são filtradas automaticamente pelo antispam Akismet, o que me obriga a resgatá-las do antispam manualmente. Se você adicionar links e URLs à sua postagem, assegure-se de que sejam realmente úteis para quem vai ler seu comentário.
5 – Críticas destrutivas e deboches me fazem pensar duas vezes antes de autorizar uma publicação. Confesso que a abordagem aqui é extremamente subjetiva e a decisão de publicar depende do meu humor na hora de avaliar o comentário. Já me arrependi tanto de ter publicado quanto de ter deletado comentários desse tipo.
Os tipos de comentários que são SEMPRE BEM-VINDOS são os seguintes:
1 – Comentários que apontam erros. Gosto muito de ser corrigido. Sempre pesquiso e penso muito antes de publicar qualquer coisa aqui, mas é inevitável deixar passar algumas besteiras. Quando alguém me corrige, sempre fico muito agradecido!
2 – Comentários que acrescentam informações ao assunto da postagem. Esse é o tipo de comentário que todo blogueiro sonha em receber às dezenas. Uma postagem de um blog, mesmo que seja longa, dificilmente é suficiente para esgotar um tema. Um leitor atento que traga informações adicionais, pontos-de-vista alternativos, soluções diferentes para um problema, propostas de ação diferenciadas enriquece extremamente o conteúdo de qualquer blog e faz com que o editor tenha a agradável sensação de que seu trabalho é útil.
3 – Discordãncia bem-fundamentada e em tom civilizado. Um leitor veio reclamar recentemente porque não publiquei o seu comentário, alegando que não fui democrático ao publicar seu ponto-de-vista discordante. O motivo da não-publicação não foi a discordância em si, mas os termos ofensivos empregados na mensagem. Por outro lado, um comentário do tipo “discordo porque discordo” não acrescenta grande coisa à discussão. Cite suas fontes e apresente fatos para fundamentar sua opinião. Argumente com lógica e civilidade e eu me comprometo a publicar seus comentários, ainda que frontalmente discordantes de meu ponto-de-vista.
4 – Sugestões de pauta e pedidos de informações adicionais. Quando os próprios leitores dizem o que gostariam de saber, fica muito mais fácil decidir o que pesquisar e publicar. O feedback dos leitores é a fonte de informação mais importante que um editor pode ter.
5 – Críticas e sugestões para melhorar. Como sempre, o tom civilizado é decisivo nesse tipo de comentário, mas é sempre bom saber que o texto poderia ser mais ou menos assim ou assado, que o layout não está sendo bem visualizado no navegador X com a resolução Y, que existe um plugin tal-e-qual que se fosse adicionado ao blog poderia trazer este ou aquele benefício, entre outras.
Não sei você já havia reparado, mas esse conjunto de regras de bom-senso não vale apenas para este blog, mas para quase todos os blogs que você vai encontrar pela frente. Assim, de posse dessas informações, você está pronto para fazer marketing em comentários de blogs! Siga apenas os seguintes passos:
1 – Tema relacionado. Procure blogs cujo tema seja relacionado aos seus produtos ou sites
2 – Leia tudo. Leia as postagens por inteiro e verifique que informações você pode acrescentar para enriquecê-las.
3 – Dentro do tópico. Verifique qual conteúdo do seu site ou característica de seu produto se relaciona com o assunto da postagem e acrescente-a ao comentário com naturalidade, no contexto do tópico que está sendo discutido. Nunca fuja do tópico e evite o excesso de “papo de vendedor”.
4 – Não publique apenas comentários de marketing. Não dê a impressão ruim de que você só comenta no blog quando tem alguma coisa para vender. Mostre que é um leitor regular do blog, realmente interessado no que o editor tem a dizer.
Se você agir dessa maneira, seus comentários serão sempre bem-vindos em todos os blogs que visitar. Fará amigos que não se incomodarão em deixar que você venda seu peixe e que acrescentarão com prazer links ou até banners para seu site sem cobrar nada por isso.
Blogs corporativos e SEO (Otimização de Sites): tudo o que você queria para seu Marketing Online e muito mais!
Já faz meses desde que tive a idéia de escrever um artigo intitulado “Quer aprender marketing online? Leia blogs!”. O trabalho com SEO foi roubando tempo e o artigo foi sendo adiado para amanhã, semana que vem…
Acontece que recentemente tive a oportunidade de testar em ambiente corporativo tudo o que a experiência com blogs independentes já me dizia. Então, vou misturar um pouco os temas na tentativa de chegar a uma conclusão unificada.
Em primeiro lugar, os blogueiros são muito mais antenados do que os supostos, auto-nomeados, “especialistas” em marketing online. Quando você lê em alguma revista ou site de marketing online sobre alguma “última novidade” ou a “mais recente ferramenta”, esteja certo de que uma legião de blogueiros já vem usando essa pretensa novidade há pelo menos 2 anos… E isso quando a própria blogosfera já não a abandonou por ter perdido a maior parte de sua eficácia!
Em segundo lugar, grande número de blogueiros está determinado a ganhar algum dinheiro com seus anúncios AdSense e demais programas de afiliados. Eles buscam oportunidades, trocam informações, reúnem-se em fóruns e comunidades, trocam dicas, fazem experiências, observam-se uns aos outros e procuram imitar o que parece ter potencial de sucesso, descartam rapidamente estratégias mal-sucedidas e exploram até o limite o que está dando certo…
Tenho certeza de que isso é muito mais do que você pode dizer do seu departamento de marketing.
Em terceiro lugar, os blogueiros agem em bloco. Trocam links, recomendam a leitura de blogs de amigos, estabelecem parcerias, promovem “blog carnivals”, criam e multiplicam memes, criam e divulgam badges e banners, convidam uns aos outros para publicar postagens sobre temas específicos em seus blogs (os já famosos “guest posts”).
Os blogueiros também costumar ser muito zelosos sobre a qualidade de seus blogs. Planejam cuidadosamente e reformulam periodicamente o visual de seus blogs, preocupam-se com a facilidade de navegação e adicionam recursos úteis para os usuários.
Blogueiros dedicados monitoram cuidadosamente a visitação de seus sites. Verificam quais são as postagens que despertaram maior interesse de seus usuários e fazem novas postagens sobre o tema, muitas vezes criando séries de artigos temáticos.
Finalmente, os bons blogueiros sabem tudo o que é preciso saber sobre SEO. Pesquisam palavras-chaves, reservam domínios otimizados, otimizam suas postagens, criam todos os links que podem, acompanham seus rankings e brigam para mantê-los. Eles também estão cientes de que o Google tem uma “queda” especial pelos blogs e indexa em poucas horas conteúdos editoriais que, num site normal, poderiam passar despercebidos por semanas a fio.
Se, depois disso tudo, você ainda não se convenceu de que você precisa de um blog no seu site comercial, um assim chamado “blog corporativo”, então é melhor parar por aqui.
Mas, se você está curioso para saber mais sobre esse assunto, aguarde o próximo post, em que focalizaremos com detalhes tudo o que um blog corporativo pode fazer pelo seu negócio online além de, é claro, ir muito além do que o seu departamento de marketing costuma fazer.




