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Web Analytics – Parte 2 – Qual é o melhor contador de visitas para meu site?

Com tantas opções de softwares para web analytics, alguns deles verdadeiros pacotes de análise estatística dos acessos a seu site, a primeira pergunta que precisamos responder é “qual deles devo usar”? Não se trata, aqui, de saber qual é “o melhor”, mas qual deles é o mais adequado para seus objetivos.

Até mesmo os planos mais básicos de hospedagem de sites oferecem algum tipo de relatório de visitas a quem contrata seus serviços. Logo após o contato inicial com um desses programas, você ouve falar em diversos outros sistemas de análise de audiência de sites e se sente perdido, sem saber se está sendo ou não bem informado pelo sistema que usa atualmente.

Gráfico gerado pelo analisador de logs AWStats

Gráfico gerado pelo software analisador de logs AWStats

Para começar, precisamos estabelecer que, sejam simples ou complexos, caros, baratos ou gratuitos, todos esses programas se propõem, basicamente, a fazer rigorosamente a mesma coisa: medir o tráfego de entrada e saída de dados do seu servidor. O problema começa no método que esses programas usam para medir esse tráfego, o que já permite dividir os softwares de web analytics em duas grandes categorias: os analisadores de logs do servidor e os contadores remotos.

Praticamente todo servidor web faz um registro em um arquivo de texto (log) de todas as solicitações que recebe. Esses registros são automáticos e efetuados em um formato “bruto” (raw) que tem pouca utilidade para o usuário humano. Os softwares analisadores de logs procedem a uma análise, interpretação e organização dos dados desses arquivos em uma apresentação visual que se pretende que seja útil e prática para o ser humano. Dois bons exemplos são os softwares Webalizer e AWStats, ambos gratuitos.

Gráfico gerado pelo software analisador de logs WebAlizer

Gráfico gerado pelo software analisador de logs WebAlizer

Agora vejamos os contadores remotos. Enquanto os analisadores de logs funcionam diretamente no servidor e, desta forma, registram toda e qualquer atividade no site, os contadores remotos precisam ser instalados em todas as páginas do site que você deseja monitorar. Esqueça de instalar o código em uma página e ela será excluída das estatísticas. Após instalado o código, assim que um usuário acessar uma página de seu site, o código coletará dados sobre o computador do visitante e os enviará para processamento em um computador remoto, que fará a interpretação e organização dos dados enviados. Quando você quiser visualizar as estatísticas de seu site, precisará fazer login no site da empresa que mantém o contador. Dois bons exemplos desse tipo de contador são os serviços Statcounter e Google Analytics.

Gráfico comparativo de visitas em diferentes períodos gerado pelo Google Analytics

Gráfico comparativo de visitas em diferentes períodos gerado pelo Google Analytics

Mas sequer podemos dizer que a principal diferença entre os contadores está no método de coleta de dados, pois a interpretação desses dados varia enormemente. De fato, dos quatro contadores mencionados anteriormente, somente o StatCounter e o Google Analytics permitem que eu veja o número de “visitas” a uma determinada página deste site no mês de junho de 2009:

Google Analytics: 11.159
StatCounter: 14.395

Os dois analisadores de logs disponíveis em meu servidor – AWStats e Webalizer – sequer me permitem ter acesso a esse dado. O AWStats não retorna um número de “visitas” por página, mas o número de “page views”. Já o Webalizer, da forma como está configurado em meu servidor, retorna os dados apenas das 10 páginas mais visitadas e a página em questão não aparece nesse ranking. Mesmo quando comparamos os resultados são comparáveis, o AWStats e o Webalizer retornam resultados discordantes. Veja o que eles dizem sobre o número de visitas a uma outra página deste site em determinado dia deste ano:

AWStats: 1977 visitas
Webalizer: 2494 visitas

A questão que agora salta a seus olhos é: por que há tanta variação?

Uma parte do motivo é o método de coleta de dados. No caso dos contadores remotos, há uma variedade de situações em que podem ocorrer perda de dados entre o computador do usuário de seu site e o computador da empresa que gera os relatórios. Assim, parte da diferença entre o StatCounter e o Google Analytics pode ser explicada pela maior taxa de perda na transferência de dados para servidor do Google Analytics.

Gráfico de duração de visitas gerado pelo StatCounter

Gráfico de duração de visitas gerado pelo StatCounter

Entretanto, para os analisadores de logs não há (ou, pelo menos, não deveria haver) “perda” de dados, já que os logs registram toda e qualquer atividade dentro do seu site. O motivo da diferença, deste modo, só pode estar no critério de interpretação dos dados, na “régua” empregada para medir os dados. Você pode entender melhor esse problema se pensar que alguém pode dizer que sua mesa de trabalho tem 1,50 metro de comprimento, enquanto outra pessoa dirá que ela tem 59 polegadas… Sendo que ambas estarão certas!

No caso dos softwares de web analytics, a questão é muito mais complicada que isso, já que todos dizem estar medindo as mesmas coisas (visitas, page-views, etc), mas apresentam resultados muito diferentes, às vezes com discrepâncias que beiram o grotesco.

Considerando que cada fabricante defenderá com unhas e dentes seus métodos e critérios, infelizmente não podemos contar com uma resposta objetiva à questão de qual contador efetua a medida mais precisa.

Não pretendo abordar nesta série de artigos os detalhes do funcionamento de servidores e das configurações e critérios dos diversos softwares de web analytics, pois é assunto complexo e controverso. Para uma introdução bastante simplificada ao tema, sugiro uma visita ao documento Simpletons Guide to Web Server Analysis, sempre lembrando que as opiniões ali expressas representam um entre vários ponto de vista possíveis sobre o tema.

Por isso mesmo, sugiro que você escolha o seu software de web analytics, seja ele pago ou gratuito, usando como critério a forma de apresentação dos dados. Se o software escolhido apresenta os dados em uma forma que você pode usar para fundamentar seu processo de tomada de decisões, fique com ele; caso contrário, teste outro. De uma maneira geral, evite basear suas decisões apenas nos números brutos dos seus relatório de web analytics, mas em unidades de medida definidas especificamente para seus objetivos. Como estabelecer essas unidades de medida (“métricas”) é assunto para os próximos artigos.

Web Analytics: análise dos relatórios estatísticos de visitas ao seu site – Parte 1 – Por que você precisa saber isso?

Este é o primeiro de uma série de artigos sobre Web Analytics, a análise dos relatórios estatísticos de visitas ao seu site. Nosso foco nesta série será a tomada de decisões, isto é, o uso das informações de seus relatórios de visitas para que você entenda exatamente o que está acontecendo no seu site e o que você deve fazer com base nesse conhecimento.

O primeiro contato com o relatório de visitas de seu site pode ser intimidante para a maioria das pessoas. Você recebe o impacto de dezenas de tabelas, números e gráficos coloridos sem ter muita certeza de que sabe o que significam e, após alguns minutos, surpreende-se perguntando a si mesmo: “ok, mas, afinal de contas, isso é bom ou ruim”?

De fato, é exatamente essa a informação de que você precisa: se aqueles números estão bons ou ruins para seus objetivos, o que aconteceria se eles fossem melhores e como eles poderiam ser melhores.

O primeiro passo, como sempre, é definir seus objetivos

Os seus relatórios de visitas fornecem a você a informação exata sobre o que as pessoas fazem dentro de seu site. Por isso, o primeiro passo é definir precisamente o que você quer que as pessoas façam dentro do seu site.

Incrivelmente, muitas pessoas e empresas não sabem responder a essa simples pergunta. Se você tem um site, você precisa saber qual é o objetivo desse site, isto é, o que você quer que o site faça por você. E esse objetivo deve ser, sempre, necessariamente, definido em termos do que você deseja que as pessoas façam dentro do seu site. Por exemplo:

  • Se você tem um site de comércio eletrônico, você deseja que as pessoas avaliem suas ofertas de produtos, preços e condições de pagamento, incluam produtos no carrinho e efetivem a compra.
  • Se você tem um site de conteúdo de notícias, você pode desejar que as pessoas leiam as notícias, assinem os feeds RSS e façam opt in para receber suas newsletters.
  • Se você tem um site de downloads, você deseja que as pessoas escolham seu site como opção preferencial para download, criem links para seus arquivos de download e recomendem seu site para os amigos.
  • Se você tem um blog, você deseja que as pessoas comentem seus artigos, citem os seus textos e adicionem links em seus próprios blogs.

Observe que o design e o desenvolvimento geral de seu site deve ser executado em função do que você quer que as pessoas façam dentro do seu site. Uma vez que você tenha definido seu objetivo em termos humanos, decidir sobre a solução visual e tecnológica é praticamente uma conseqüência natural.

Chega de achismo: faça o teste e confira os resultados com o Web Analytics

As técnicas de web analytics servem para controle dos resultados práticos de suas estratégias, para que você seja capaz de verificar se as soluções que você adotou estão ou não dando certo na prática.

Com base nos relatórios estatísticos de visitas a seu site, você pode avaliar e corrigir:

  • O design e a estrutura de navegação de seu site,
  • A eficiência de sua política de SEO,
  • Os resultados de seu programa de publicidade e divulgação,
  • A consistência de suas ofertas ao mercado e as preferências de seus clientes por versões de produtos e combinações de preços, promoções e benefícios,
  • O sucesso da linha editorial adotada em seu site de conteúdo.

Assim, se você realmente deseja ter sucesso com seu site, você precisar aprofundar seu conhecimento sobre as técnicas de web analytics. Com uma análise competente dos seus relatórios de visitas, você nunca mais se envolverá em discussões baseadas em “achismos”, pois toda idéia poderá ser testada e comprovada com base em dados numéricos reais.

Por que o BING não vai roubar um mercado significativo do Google?

O Bing não vai roubar mercado significativo do Google e não faço favor algum ao dizer isso.

Embora trabalhe com SEO (otimização de sites), não me considero um “guglete”. Tenho sérias críticas ao método Google de fazer as coisas e acho mesmo que ele comete abusos de poder em série. Por isso, estou sempre na torcida pelo surgimento de um concorrente capaz de oferecer uma alternativa real ao Google.

Infelizmente, esse concorrente ainda não surgiu e o BING não é a alternativa ao Google pela qual muitos esperamos.

De onde vem essa superioridade absurda?

O Google faz muito marketing em torno de sua “fórmula secreta”, o seu “algoritmo”. Mas você já parou para observar a vantagem que o Google leva sobre os concorrentes na indexação da internet?

Se você é um blogueiro, certamente já observou o fenômeno. Poucos minutos após publicar uma nova postagem, o Google já a incluiu no seu índice, enquanto Yahoo e BING ignoram-na olimpicamente por várias horas e até dias a fio.

O mesmo acontece com as últimas novidades. Procurando no Google, você encontra um número maior notícias mais quentes, mais recentes, do que nos concorrentes.

O fato é que, mesmo que os algoritmos fossem iguais, o Google sempre daria resultados melhores.

É uma questão de estatística. O Google tem em seu índice uma amostra muito mais representativa do conteúdo disponível na web do que os seus concorrentes.

Assim, mesmo que a Microsoft conseguisse uma cópia do “algoritmo secreto” do Google, o Google exibiria melhores resultados, simplesmente porque trabalha com uma amostragem maior e mais recente.

Em termos práticos: se você estiver procurando um conteúdo que está em uma página específica do Facebook, do Flickr, do MySpace, do Blogspot ou do Twitter onde você tem maior probabilidade de encontrar esse conteúdo, no Google ou no Bing?

Para responder a essa pergunta, vamos fazer um teste. Quando você digita uma pesquisa com a sintaxe “site:nomedosite.com”, os buscadores retornam as páginas que eles conhecem no site “nomedosite.com”. Vejamos o que Google e Bing mostram, nesta data, quando usamos uma pesquisa com essa sintaxe nos domínios citados:

site:facebook.com
Google: 377.000.000
Bing: 274.000.000 (72,7%)

site:flickr.com
Google: 170.000.000
Bing: 2.340.000 (1,3%)

site:myspace.com
Google: 217.000.000
Bing: 9.570.000 (4,4%)

site:blogspot.com
Google: 313.000.000
Bing: 1.730.000 (0,5%)

site:twitter.com
Google: 89.400.000
Bing: 9.950.000 (11,1%)

Se você fizer esse teste em 100 sites aleatórios, 99 vezes o Google vai mostrar um número estupendamente maior do que o Bing.

Em grande número de vezes, inclusive, o Google conhecerá dezenas de páginas de sites que o Bing sequer sonhou em indexar.

Por isso, permito-me suspeitar que, talvez, o “algoritmo secreto” do Google talvez não seja assim tão superior assim ao dos concorrentes.

Porque, com um índice dessa qualidade, a verdade é que o algoritmo do Google não precisa ser muito melhor do que o dos concorrentes para oferecer resultados consistentemente melhores para a esmagadora maioria das pesquisas realizadas na web.

Wolfram | Alpha: uma ferramenta de pesquisa para desafiar o império do Google

Está no ar o serviço Wolfram Alpha, uma ferramenta de pesquisa diferente de tudo o que você experimentou até agora.

Até o momento, sua experiência com pesquisa web se limitava a digitar palavras em uma caixa de pesquisa e obter uma lista de sites. Essa lista poderia ser mais ou menos importante, conforme a informação que você estava realmente procurando.

O Wolfram | Alpha é um sistema diferente. Você digita palavras na caixa de pesquisa e ele retorna tabelas com informações para responder à sua necessidade de conhecimento!

Por exemplo, se você quer saber o valor das ações do Google e compará-lo com o valor das ações da Microsoft e do Yahoo!, você procura no Google sites que mostrem o valor de ações.

No Wolfram | Alpha, você obtém a cotação diretamente ao lado de diversas outras informações sobre as empresas em um quadro comparativo!

Wolfram | Alpha - cotações de ações e informações sobre empresas

Wolfram | Alpha – cotações de ações e informações sobre empresas

No Google, você pode digitar uma equação matemática na caixa de pesquisa e esperar que ele dê o resultado. Já no Wolfram | Alpha, você pode obter a solução completa!

Wolfram | Alpha - Soluções completas de cálculos matemáticos

Wolfram | Alpha – Soluções completas de cálculos matemáticos

Se você digitar a data do seu aniversário no Wolfram | Alpha, você pode saber até a fase da lua no dia do seu nascimento!

Wolfram | Alpha - informações sobre datas, eventos históricos, dados socioeconômicos e muito mais!

Wolfram | Alpha – informações sobre datas, eventos históricos, dados socioeconômicos e muito mais!

Enfim, só por esses rápidos exemplos, você já pode ter uma idéia do potencial real da ferramenta. O Wolfram | Alpha é uma ferramenta de pesquisa em sentido estrito: você pode usá-la para produzir respostas diretas às suas perguntas, em vez de simples listas de sites.

Para o mercado de SEO, o Wolfram | Alpha é um desafio direto, já que a base de fontes do Wolfram | Alpha é composta por sites de conteúdo confiável, cuidadosamente selecionados. Nesse ponto, o sistema parece resistente à manipulação. Assim, podemos supor que, se você quiser aparecer no Wolfram | Alpha você precisa de um site com grande quantidade de conteúdo confiável.

Para o usuário web, o Wolfram | Alpha representa uma proposta radical de mudança de comportamento e de expectativas. Assim, podemos supor que sua adoção será de forma gradativa, conforme o serviço for sendo aperfeiçoado e cada vez mais usuários web se habituarem a usá-lo como alternativa às pesquisas Google.

Por outro lado, é imensa a quantidade de internautas que já usam o Google para responder às suas perguntas. Veja alguns exemplos reais, retirados de visitas aos sites que administro:

* Cores que combinam com vidro verde
* Como decorar uma loja de moda?
* Quais foram as representações do corpo humano feitas por pablo picasso?
* Quantas histórias em quadrinhos existem da turma da monica jovem?

Pesquisas como essas são tarefas típicas para o Wolfram | Alpha do futuro, porque aquela lista de palavras-chaves que você vê no Google Analytics é enganosa. As pessoas fazem perguntas ao Google, como se ele fosse um oráculo.

O Wolfram | Alpha foi planejado para ser esse oráculo. Quanto mais essa ferramenta de pesquisa for aperfeiçoada para aceitar novos tipos de consulta e retornar resultados mais amplos, incluindo fontes de notícias, por exemplo, mais pessoas poderão usá-lo para descobrir o que realmente querem saber.

Instale a barra de ferramentas do Wolfram | Alpha, experimente-o e deixe suas impressões na área de comentários desta postagem. A ferramenta ainda é muito básica, tem muitas limitações, funciona principalmente em inglês (embora já tenha sido capaz de interpretar algumas pesquisas que fiz em português) mas já podemos imaginar do que ele sera capaz em um futuro próximo… Um desafio direto à mesmice que o SEO, para o bem ou para o mal, está impondo aos resultados de pesquisas Google!

SEO (otimização de sites) via Blog corporativo: um exemplo prático

Nas últimas postagens, apresentamos dados para comprovar que um blog corporativo é uma solução poderosa tanto de SEO (otimização de sites) como para seu marketing online como um todo. Mas o simples dado numérico frio pode não ser suficiente para que as pessoas entendam exatamente o que elas vão ganhar com isso. Por isso, nós produzimos e publicamos no nosso canal de vídeo sobre SEO (otimização de sites) e marketing em mídias sociais. Nesse vídeo, Géssica Hellmann,  editora chefe de nossa rede de blogs, explica o caso de um blog criado há menos de um mês dentro de nossa rede e que já tem mais de 400 visitas diárias, o blog “Decoração de Lojas“.

Com um conteúdo voltado para o mercado de expositores e lojistas, o blog “Decoração de Lojas” poderia perfeitamente ser adotado como blog oficial de empresas fabricantes e revendedoras de produtos voltados para lojistas, bastando, para isso, incluir a marca da empresa, links para páginas de produtos, entre outras pequenas e rápidas adaptações.