Categoria - Portfolio
32 motivos para sua empresa entrar já nas redes sociais
As empresas de hoje ainda podem ficar de fora das redes sociais? Neste trabalho realizado pela equipe de Géssica Hellmann & Cia, apresentamos 32 manchetes publicadas no grupo BizDrops entre 10 de abril e 14 de maio de 2012. O conjunto é forte o bastante para dispensar maiores argumentações e leva à conclusão inevitável: as empresas, hoje, têm apenas que fazer a opção entre liderar as redes sociais ou permitir que os concorrentes o façam em seu lugar. Para os empresários com espírito de líder, o caminho para começar é o formulário a seguir.
Pesquisa: o uso das mídias sociais nos serviços ao cliente
Nas Mídias Sociais é preciso ter a ousadia de liderar com ações inovadoras – Imagem por Géssica Hellmann
A empresa Sword Ciboodle associou-se à consultoria ThinkJar para conduzir um estudo junto a 400 profissionais de marketing em 10 segmentos industriais diferentes ao redor do mundo para descobrir o que eles estão fazendo em termos de prestação de serviços ao cliente nas mídias sociais, como estão medindo o retorno do investimento, como estão financiando esse investimento e que fatores consideram mais importantes. Neste artigo, apresentamos os principais resultados desse estudo, complementando, onde cabível, com observações sobre a realidade empresarial brasileira. Veja a seguir as principais conclusões.
- Adoção: 59% das empresas pesquisadas adotaram o Twitter e 60% adotaram o Facebook, sendo que 85% das empresas que adotaram uma dessas mídias adotou também a outra.
- Desafios: Justificar, integrar e medir os resultados continuam sendo citados como os aspectos mais desafiadores do marketing em mídias sociais.
- Diferenças na utilização: A pesquisa identificou fortes diferenças no modo de utilização das mídias sociais dependendo do porte, segmento de mercado e geografia.
- Melhores práticas: Embora os casos de sucesso no uso de canais de comunicação, seja na internet ou fora dela, surjam do foco nas necessidades do cliente, a pesquisa revela que apenas um terço da amostra envolve os usuários no desenvolvimento e implementação de novos canais.
- Convicção: 89% das empresas pesquisadas afirmam que abraçar o marketing em mídias sociais é o caminho certo para suas empresas, mesmo nos casos em que há dificuldade em medir o resultado de suas ações
- Porte: As empresas grandes desbravam o território em busca da vantagem competitiva. As empresas médias adotam lentamente as mídias sociais, dando preferência às técnicas testadas e aprovadas. Já as empresas menores observam o que fazem as maiores à espera de soluções compatíveis com suas limitações orçamentárias.
- Integração: A probabilidade de sucesso no lançamento de canais de mídia social aumenta consideravelmente quando feito de forma integrada.
- Mudanças: À medida que um número cada vez maior de questões relativas a serviços ao cliente são direcionadas às mídias sociais, as empresas questionam a utilidade de métricas tradicionais, como tempo de resposta e solução no primeiro contato
Além dos resultados genéricos, alguns números individuais da pesquisa são bastante reveladores. Quando questionados quanto aos fatores que causam maior impacto sobre a decisão de abrir um novo canal de atendimento e serviços ao clientes, os fatores mais mencionados foram “Solicitação de Clientes” (65%), “Concorrentes já estão fazendo” (56%) e “Pesquisa de Mercado” (56%). Por outro lado, no momento de decidir por um novo canal específico, 80% recorrem à equipe interna, enquanto o envolvimento do cliente através de pesquisa de mercado se dá em apenas 35% dos casos e a participação do usuário nas equipes de criação não passa de 20%.
O amadurecimento das mídias sociais como forma de atendimento e serviços ao cliente já é um fato constatável. Nada menos que 61% das empresas pesquisadas já oferecem esse serviço há pelo menos 6 meses, enquanto 39% têm mais de 1 ano de experiência nessa atividade.
Embora existam ambiguidades quanto à mensuração de resultados, 89% dos executivos consultados consideram que a oferta de canais de serviços ao cliente nas mídias sociais é benéfica para a empresa e 91% que traz benefícios ao cliente final. O principais benefícios citados foram a redução de custos do suporte ao cliente, desvio para a internet de chamadas telefônicas e aumento na satisfação e lealdade dos clientes.
Consequências para as empresas brasileiras
Durante toda esta série de artigos em que publicamos resultados de pesquisas conduzidas no exterior, observamos uma forte coincidência com nossas próprias percepções sobre o comportamento das empresas brasileiras nas mídias sociais. Consideramos bastante provável que estudos semelhantes conduzidos no Brasil detectassem a presença entre nós da maior parte dos fatores detectados nessas pesquisas, com algumas variações quanto à saliência de fatores individuais.
Esse estudo da Sword Ciboodle/ThinkJar não é exceção. Sendo assim, destacamos as seguintes ideias para sua reflexão, a partir de nossos registro diário de contatos com clientes e prospects, além de nossa pesquisa permanente sobre ações em mídias sociais conduzidas por empresas brasileiras:
- Adoção: há um desejo e uma consciência crescentes quanto à necessidade de participar das mídias sociais, acompanhados de um forte receio de se tratar de um investimento sem retorno definido. A maior expectativa é que as mídias sociais favoreçam as vendas, sendo limitada a percepção do potencial de prestação de serviços pós-venda.
- Envolvimento do cliente: Encontramos com grande frequência forte resistência às sugestões de envolvimento direto dos usuários na formulação de ações e políticas de mídia social, sendo preferida a decisão interna quanto ao que pode ser dito ou feito nas mídias sociais.
- Porte da empresa e atitude frente à inovação: O quadro retratado na pesquisa parece se reproduzir fielmente no Brasil: os grandes testam e inovam, os médios aplicam o que já foi testado e os pequenos observam à distância. De fato, as pequenas e médias empresas precisam abrir os olhos para a oportunidade de crescimento representada pelas mídias sociais aos que tiverem a ousadia de liderá-la com ações inovadoras em vez de simplesmente copiar ações que funcionaram para os grandes.
- Integração: Ainda observamos muitas tentativas de obter sucesso com ações isoladas vendo seus esforços neutralizados concorrentes que adotam uma abordagem integrada.
A principal conclusão que você precisa ter em mente é a seguinte: o marketing em mídias sociais está caminhando rapidamente para a maturidade. As empresas que acumularem agora experiência e consolidarem seus esforços de forma integrada nas mídias sociais estarão criando uma forte barreira à entrada por parte de novos concorrentes. Uma vez que sua empresa esteja na posse de uma posição a cada dia mais sólida nas redes sociais, ficará cada vez mais difícil, mais demorada e mais cara para os concorrentes a tarefa de conquistar o seu espaço. Por isso, convidamos você a entrar em contato agora através do formulário abaixo para começar a implementar o mais rapidamente a sua estratégia de marketing nas redes sociais.
Mídias Sociais: uma estrutura estratégica pela McKinsey
Na última semana, a consultoria McKinsey publicou um interessante artigo intitulado “Demystifying social media” (Desmistificando a Mídia Social), que apresenta conclusões a partir da experiência desses profissionais com as práticas de mídias sociais de seus clientes, além de um estudo original sobre o comportamento de compra do consumidor que batizaram de “Jornada de Compra”. Vale seguir os passos da argumentação dos autores e complementar com observações próprias sobre a realidade empresarial brasileira.
Mídias Sociais: pare de experimentar e comece a agir estrategicamente
Uma primeira observação de alto impacto para os empresários brasileiros é a constatação de que, considerando a experiência e os dados que já estão acumulados sobre o marketing nas mídias sociais, não faz mais sentido tratá-las como se fossem um “experimento”. É imperativo adotar uma abordagem estratégica capaz de canalizar o poder das mídias sociais em benefício da empresa.
A questão é que, segundo os autores, e também de acordo com nossa própria experiência e observações, a maioria dos executivos não têm a mínima ideia de como aproveitar o poder das mídias sociais. Os autores apontam duas causas para essa dúvida.
Em primeiro lugar, é difícil estabelecer uma política para como e quando influenciar as conversas dos consumidores sobre marcas, considerando a diversidade e a dispersão de comunidades e plataformas em que elas ocorrem. Além disso, um tema pode se espalhar rapidamente e desaparecer em seguida, enquanto outros temas podem gerar conversas por meses ou anos. O segundo motivo apontado pelos autores refere-se à ausência de uma unidade de medida unificada de resultados capaz de justificar o emprego intensivo de recursos humanos e financeiros a essa tarefa.
As 4 tarefas essenciais do marketing em mídias sociais
Para superar essa ambiguidade e fornecer uma estrutura clara para avaliação de investimentos, planejamento, estruturação e desempenho, os autores identificaram as 4 tarefas básicas que podem ser cumpridas nas mídias sociais. São elas:
1. Monitorar
É a tarefa passiva de acompanhar constantemente o que está sendo dito sobre a marca, a empresa, seus produtos. É uma tarefa permanente, que deve ser executada de forma ininterrupta. Mesmo sem entrar em contato com os consumidores diretamente, um programa de monitoramento deve ser capaz de informar à empresa sobre todos os aspectos que circundam sua marca, possibilitando antecipar-se a crises e identificar oportunidades em estado latente.
2. Responder e Reagir
Em determinado momento, a empresa pode ser conveniente passar da observação à ação, respondendo de forma pessoal e direta aos comentários dos usuários das redes sociais, por exemplo, para descobrir oportunidades de vendas ou prestar serviços ao cliente no pós-venda. Na maior parte dos casos, essa tarefa exerce um papel no gerenciamento de crises. Esta é uma tarefa cuja importância tende a crescer, já que as respostas proverão uma oportunidade de gerenciar percepções sobre a marca, neutralizando o efeito dos comentários negativos e reforçando o efeito dos comentários positivos.
3. Amplificar
“Amplificar” é a tarefa de marketing que se dirige a motivar os clientes a compartilhar e engajar-se em torno de sua marca. Isto significa que os conceitos centrais das campanhas em mídias sociais devem convidar os clientes a uma experiência que eles possam estender através de uma conversa sobre a marca, o produto ou a empresa com outros clientes e entusiastas. Uma vez que o cliente tenha decidido comprar o produto, a empresa pode usar as mídias sociais para amplificar o engajamento dos clientes e desenvolver a lealdade à marca, desenvolvendo e mantendo comunidades sobre marcas e produtos com o objetivo de resolver a ansiedade pós-compra, assegurando aos clientes sobre a qualidade de sua decisão de compra e fornecendo informações sobre como obter o máximo do produto adquirido.
4. Liderar
As mídias sociais podem ser usadas proativamente para liderar consumidores ao longo de mudanças comportamentais a longo prazo, uma tarefa que pode envolver o aumento da consciência da marca através da canalização de audiência para conteúdo sobre produtos e serviços existentes e criar burburinho em torno de lançamentos de produtos.
Finalmente, as mídias sociais também podem ser usadas para solicitar as opiniões pós-compra dos clientes, levando a uma de pesquisa de baixo custo para desenvolvimento e melhoria de produtos.
Um mapa estratégico para as ações em mídias sociais
Sendo assim, os executivos não podem mais tratar as mídias sociais como uma tarefa auxiliar. Uma política consistente de mídias sociais abre o caminho para excelentes oportunidades de:
1 – Criar novos ativos para a marca, como conteúdo criado por consumidores ou ideias a partir de seu feedback,
2 – Abrir novos canais para interações,
3 – Reposicionar completamente uma marca através da interação da empresa com seus clientes e demais públicos de interesse.
Ao articular as 4 tarefas básicas do marketing em mídias sociais com as fases do processo de compra do consumidor, os autores formataram um “mapa do terreno” essencial para orientação estratégica, definição de atividades, objetivos, investimento, desempenho e retorno.
Embora seja possível atuar em todos os pontos do mapa ao mesmo tempo, na prática cada empresa deve identificar em seu próprio mercado quais são os pontos críticos em seu em que ela tem maior probabilidade de obter os melhores resultados e focalizar seus esforços em ações nesses pontos-chaves.
O impacto das mídias sociais deve ser medido muito além de métricas frias de volume de tráfego: é possível e necessário determinar a” nuvem de burburinho” em torno da marca e então calcular como a mídia social poderá ser usada para induzir o comportamento de compra, usando esse conhecimento como fundamento para todas as ações que serão desenvolvidas a seguir.
Precisa de ajuda para deixar de experimentar em mídias sociais e definir sua estratégia de ação? Entre em contato através do formulário a seguir!
Marketing para músicos iniciantes – Parte 4 – Procure o palco
Este é um princípio com que praticamente todos os músicos bem sucedidos concordam: o bom músico se faz no palco. É no palco que você tem a oportunidade de provar para si mesmo que já adquiriu o nível mínimo de competência técnica. É no palco que você aprende a se comunicar com o público e descobre na prática que sua profissão é divertir pessoas. É no palco que você aprende o que dá certo e o que não dá. É no palco que você aprende a enfrentar o nervosismo e a timidez, abrindo espaço para a expressão dos seus verdadeiros talentos.
Deste modo, assim que você reunir um nível mínimo de competência técnica para seu estilo musical, sua maior preocupação deve ser agarrar todas as oportunidades de apresentar-se em público.
O tamanho e o tipo de plateia não são importantes neste estágio
Enquanto você não consegue seu primeiro contrato para apresentar-se diante de 100 mil pessoas em um estádio de futebol, há muito que você pode fazer para adquirir suas primeiras experiências. Faça uma apresentação solo para seu namorado ou sua namorada. Reúna meia dúzia de amigos para jantar em sua casa e apresente-se para eles. Aproveite as reuniões de família, como dia das mães, Páscoa e Natal e… Apresente-se. Seja oferecido! Apresente-se na escola, na faculdade, em festas.
O importante, neste estágio é adquirir experiência no “palco”, ainda que o seu palco seja o sofá de sua sala. Sua tarefa é observar a reação das pessoas à sua música. Procure entender que tipo de repertório ou técnica agrada a que tipo de pessoa. Tente lembrar-se de que a intenção do seu público não é magoar você, mas apenas divertir-se. Se você quer que as pessoas paguem para se divertir com sua música, você precisa primeiro aprender como divertir as pessoas com sua música!
O estilo de música não é importante neste estágio
Provavelmente, você procura seguir um estilo que ama ouvir e deseja tocar acima de tudo. Isso é ótimo e será muito importante no estágio seguinte de sua carreira, que vamos abordar no próximo artigo. Mas, neste momento, a oportunidade de aprender os elementos fundamentais das apresentações em público são mais importantes do que o estilo musical. Assim, se você tem amigos que mantêm uma banda que toca um estilo de música radicalmente diferente do seu estilo preferido, você deveria ser capaz de aproveitar a oportunidade de se apresentar com eles algumas vezes, mesmo que seja para executar uma ou duas músicas como “artista convidado”.
Seja sociável
Este é outro conselho muito repetido pelos músicos de sucesso: agarre-se a todas as oportunidades de tocar/cantar com outros músicos. Os benefícios citados são muito variados, mas podemos citar como mais importantes:
- Musicalidade: você aprenderá mais sobre ritmo e harmonia em um ensaio livre com outros músicos do que em um ano de aulas teóricas. Além disso, você aprenderá como sua execução realmente soa quando em conjunto com outros instrumentistas ou cantores, aperfeiçoando continuamente sua técnica.
- Espírito de equipe: você aprenderá quando dar um passo à frente e quando dar um passo atrás, quando deve ocupar espaço e quando deve ceder espaço. Você também aprenderá a cobrir as falhas dos outros e a permitir que os outros corrijam suas falhas, construindo relações de confiança.
- Disciplina: o trabalho em grupo leva as pessoas a se comprometerem com um objetivo comum e, consequentemente, a um compromisso maior com o resultado final.
- Negociação: você aprenderá a gerenciar egos, a começar pelo seu próprio, ganhando progressivamente uma percepção mais precisa sobre quando deve ceder e quando deve fincar o pé.
Uma dica importante nesta etapa é privilegiar os relacionamentos pessoais. Mesmo que você não se entenda musicalmente com algumas pessoas, tente relevar os eventuais desentendimentos e procure preservar a amizade dessas pessoas. As amizades que você fizer agora poderão ser vitais nas próximas etapas de sua carreira.
A oportunidade de ouro: apresentar-se com pessoas mais experientes do que você
Apresentar-se sozinho ou com pessoas tão inexperientes quanto você pode ser a única solução durante algum tempo, mas você deve trabalhar ativamente para ampliar sua rede de relacionamentos e fazer amizade com músicos mais experientes do que você. No momento certo, você deve oferecer-se para assistir a um ensaio dessas pessoas, nem que seja para vê-los em ação. Havendo oportunidade de tocar ou cantar, ainda que apenas um pouquinho, durante um ensaio, aproveite para mostrar sua arduamente adquirida competência técnica. Não seja tímido: havendo oportunidade de compartilhar suas ideias, diga o que tem em mente. Se houver uma vaga, ofereça-se para ocupá-la ou para submeter-se a um teste.
Apresentar-se com músicos mais experientes representa sua oportunidade de ouro neste estágio, independentemente do estilo musical, porque além dos benefícios gerais que já mencionamos, você terá a oportunidade de observar e aprender:
- Como ensaiar profissionalmente: você notará imediatamente que um ensaio que reúne músicos experientes envolve um nível muito maior de concentração, atenção e eficiência. Por outro lado, a experiência traz a esses músicos uma tranquilidade e uma autoconfiança que você não verá em reuniões de músicos menos experientes.
- Detalhes da produção: você vai entender como funcionam os preparativos de equipamentos, som, luz, figurino, além de descobrir mil truques e macetes para todos os tipos de situação.
- Comunicação e capacidade de divertir o público: Este é o ponto-chave – é neste momento que sua competência técnica arduamente adquirida será mais útil no seu caminho para o sucesso. Procure observar tudo o que os outros músicos fazem no palco durante a apresentação e qual a reação da plateia a esses comportamentos. Se possível, tome nota depois da apresentação, reflita sobre os dados que reuniu e vá, gradativamente, desenvolvendo um estilo próprio de tocar ou cantar.
O grande objetivo desta etapa
Não é possível enfatizar demais: seu maior objetivo nesta etapa é aprender a usar sua música para se comunicar com o público. O seu sucesso como músico depende inteiramente de sua capacidade de agradar a um público, de divertir certas pessoas. Essa não é uma habilidade que você pode aprender em um curso ou ensaiando sozinho em uma garagem: é essencial mostrar-se o máximo que puder para a maior quantidade e variedade possível de pessoas.
Note que, nesta etapa, o importante é perceber o que agrada às pessoas em geral, independente do estilo. Quando você adquirir experiência suficiente, chegará o momento de impor o seu estilo e criar sua personalidade musical, temas que abordaremos na próxima quinta-feira. Até lá!
Geração do Milênio e o marketing em mídias sociais no Brasil
O Boston Consulting Group (BCG) realizou um estudo sobre a geração do Milênio (também conhecida como “geração Y”) nos Estados Unidos, procurando identificar seus hábitos de consumo e entender melhor seu relacionamento com as marcas. A pesquisa envolveu entrevistas com 4000 membros da geração do Milênio – pessoas entre 16 e 34 anos – e 1000 indivíduos com idade entre 35 e 74 anos, definidos como “não-Milênios”. Para efeito de simplificação da linguagem, vamos nos referir aos membros da geração do Milênio neste artigo como “Milênios”.
Percepção e autopercepção dos Milênios
A primeira pergunta importante do estudo revela diferenças no modo como os Milênios percebem a si mesmos e como são percebidos pelos não-Milênios. Confira a “tag cloud” da figura 1.
Figura 1 – Os Milênios têm uma visão geralmente favorável de si mesmos, em contraste com a avaliação muito mais severa dos não-Milênios. Fonte: BCG
Uma consequência fundamental dessa diferença de percepção é a vantagem que terão as empresas capazes de superar seus próprios preconceitos e de aceitar, compreender e explorar a autopercepção dos Milênios em suas ofertas de produtos e marcas.
Os Milênios, como se suspeitava, são notórios consumidores de tecnologia, sentindo-se extremamente confortáveis com as inovações tecnológicas. Veja alguns dados na figura 2.
Figura 2 – Nascidos num mundo digital, os membros da geração do Milênio são mais confortáveis com a inovação tecnológica. Fonte: BCG Imagem: Géssica Hellmann & Cia.
Mais tempo online, menos tempo diante de livros impressos e da TV. Somente 26% dos Milênios passam mais de 20 horas semanais diante da TV, contra 49% dos não-Milênios, sendo mais provável que o façam através de serviços online do que no aparelho tradicional.
Traços comportamentais e atitudes dos Milênios
Com relação às atitudes e comportamentos genéricos relacionados à geração, o BCG destaca 4 traços fundamentais do Milênios:
- Imediatismo: Facilidade, rapidez, eficiência e conveniência são fatores extremamente valorizados em todas as relações de consumo. Como estão sempre apressados, uma questão chave para o marketing é determinar como fazê-los gastar mais tempo com sua marca.
- Testemunhos: a autoridade mais confiável para testemunhar sobre a qualidade de um produto é o usuário com uma experiência de primeira mão para relatar, mais do que o profissional ou o acadêmico. A probabilidade de que um Milênio procure saber mais sobre uma marca nas redes sociais é de 53% contra 37% entre os não-Milênios.
- Sociabilidade: Os Milênios usam a tecnologia para conectar-se a um número maior de pessoas, com maior frequência e em tempo real. Usam mais as mídias sociais, têm maior número de “amigos” e “seguidores” do que os não-Milênios, e concordam fortemente com a noção de que suas vidas são mais ricas quando estão conectados a pessoas nas mídias sociais.
- Causas: Os Milênios acreditam mais em incorporar às causas a seu dia a dia, por exemplo, comprando produtos associados a uma causa, do que fazendo doações isoladas em dinheiro. Por outro lado, o engajamento em trabalho voluntário é bem menor do que esperado, tendo sido cunhada a palavra “folgativismo” (“slacktivism” em inglês) para descrever o engajamento que requer pouco esforço pessoal.
Segmentação dos Milênios
Sendo óbvio que há imensas variações individuais dentro de uma mesma geração, o BCG realizou um esforço de segmentação, identificando seis grupos principais.
- Hip-ênios: Representam 29% do total. Identificam-se com a frase. “Eu posso fazer do mundo um lugar melhor”. Definidos como consumidores cautelosos, dotados de consciência global, espirito beneficente, ávidos por informação. São os maiores usuários de mídias sociais, mas não contribuem com muito conteúdo. A maioria são mulheres com empregos abaixo da média.
- Gurus de gadgets: Somam 13% do total. Identificam-se com a frase “É um grande dia para ser eu”. Bem sucedidos, antenados, confiantes, sentem que esta é sua melhor década. São grandes consumidores de dispositivos tecnológicos e contribuem fortemente com conteúdo. A maioria é de homens solteiros com renda acima da média.
- Mamães do Milênio: Somam 22% e sua frase é “Eu adoro fazer ginástica, viajar e mimar o meu bebê”. São ricas, confiantes, orientadas para a família, praticam atividades físicas. São íntimas de tecnologia, intensas em sua atividade online, altamente sociáveis e ávidas por informação. Podem se sentir isoladas em sua rotina diária. São mais velhas e com a renda mais alta.
- Verde e Limpo do Milênio: Somando 10%, sua frase é “Eu posso cuidar de mim mesmo e do mundo à minha volta”. Impressionáveis, orientados para causas, saudáveis, verdes, otimistas. Contribuem com grande volume de conteúdo, normalmente relacionados a alguma causa. Em sua maioria são homens, jovens, hispânicos, estudantes em tempo integral.
- Anti-Milênio: Representam 16% do total e sua frase é “Estou ocupado demais cuidando de meus negócios e da minha família para me preocupar com outras coisas”. Conservadores, com mentalidade local, não estão dispostos a gastar mais por produtos “verdes”. Procuram conforto e familiaridade em vez excitação, mudança ou interrupções em sua rotina. Maioria de mulheres, hispânicas, moradores do Oeste dos Estados Unidos.
- Milênio da velha escola: Totalizam 10%. Sua frase: “O Facebook é muito impessoal, vamos nos encontrar para tomar um café”. Consumidores cautelosos, confiantes, independentes, autodirecionados. Gastam o menor tempo online entre todos os segmentos. São mais velhos e, mais provavelmente, hispânicos.
Consequências para o empresário brasileiro
É evidente que uma descrição de mercado em termos como os da pesquisa do BCG exerce um imenso impacto sobre as decisões de marketing das empresas atuantes nos Estados Unidos. Desde o conceito do produto até o seu design, distribuição, preço e comunicação, tudo deverá ser adaptado para adequar-se à descrição do seu consumidor-alvo, tendo em vista o seu comportamento e os seus valores. Entretanto, o fato da pesquisa ter sido realizada nos Estados Unidos pode suscitar a crítica fácil de que “a realidade brasileira é diferente e, portanto, esses resultados não servem para nossa realidade”.
Em primeiro lugar, é preciso considerar que a realidade brasileira não é estanque em relação ao resto do mundo. Cada vez mais, nossa população está conectada à internet, utilizando serviços e produtos móveis. Por exemplo, no mês de março de 2012, o número de celulares em todo o Brasil ultrapassou a barreira dos 250 milhões, sendo que os acessos 3G chegaram a 52 milhões.
Em segundo lugar, a atração da população brasileira pelas redes sociais sequer chega a ser novidade, como atesta pesquisa da Experian Marketing Services, que revela que os acessos ao Facebook no fim de semana já superam os acessos ao Google.
Em terceiro lugar, os serviços de redes sociais mais populares, sendo a maioria deles originários e sediados nos Estados Unidos, expõem nossa população ao convívio diário com os valores e comportamentos típicos da população americana, sendo natural uma absorção ainda que parcial dessa visão de mundo.
Em quarto lugar, a população brasileira também está exposta ao marketing nas redes sociais e também vai consolidando na posição de objetos de desejo os mais diversos gadgets tecnológicos, sendo natural o compartilhamento de informações sobre os diversos produtos.
Em quinto lugar, como o marketing está se tornando cada vez mais global, as marcas estrangeiras disseminam ao redor do mundo mensagens promocionais desenvolvidas com base em caracterizações de público-alvo geradas no mercado norte-americano.
Considerando todos esses fatores, embora evidentemente não seja possível dizer que os resultados da pesquisa do BCG se aplicam diretamente ao caso brasileiro, consideramos pouco razoável descartá-los aprioristicamente sem a aplicação de um estudo semelhante à nossa população.
O que o bom senso nos diz é que toda a informação em torno da geração dos Milênios e o imenso interesse pela expressão geração Y provavelmente acaba por gerar pelo menos um efeito de profecia autorealizável: os jovens passarão a crer que participam da geração Y com base no que leram sobre a geração Y e com base no que o marketing das empresas globais comunicam sobre esse público.
Figura 4 – O Google Trends informa uma explosão de interesse pela expressão "Geração Y" a partir de 2010
Sendo assim, os empresários brasileiros devem atuar cada vez mais nas redes sociais com o objetivo de coletar informações em primeira mão com esse público, registrando suas semelhanças e diferenças com o caso americano e usando esse precioso recurso para gerar vantagem competitiva sobre seus competidores internacionais.
Precisa de ajuda? Entre em contato pelo formulário a seguir!







